Histórias de camisolas: Thierry Henry, o rei no seu auge
Publicado a 25 de março de 2026
Já andamos há algum tempo no mundo das camisolas usadas em jogo, mas às vezes aparece uma camisola que nos deixa de olhos a brilhar.
Em 2002, Thierry Henry estava no auge da sua forma ao serviço do Arsenal. Depois de uma época em que conquistou a dobradinha com os Gunners, o francês era um dos avançados mais temidos do futebol mundial.
Por isso, quando soubemos que uma clássica camisola do Arsenal usada em jogo na Liga dos Campeões com o nome de Henry e o icónico n.º 14 fazia parte da coleção de Jan Koller, mal podíamos esperar para descobrir a sua história.
Sob os holofotes: Borussia Dortmund vs. Arsenal, UCL 02/03
Acredite ou não, este jogo aconteceu antes mesmo de a famosa Muralha Amarela existir, mas isso não fazia do Westfalenstadion um estádio mais fácil de visitar naquela altura.
A UCL vivia então um período que incluía não uma, mas duas fases de grupos, e este era o duelo entre os dois gigantes do grupo.
Naquela noite, Henry alinhou ao lado de algumas lendas de Highbury: Patrick Vieira, Robert Pirès, Freddie Ljungberg, Ashley Cole e companhia. E não demorou muito até que o francês — que viria a terminar em segundo lugar no prémio de Jogador do Ano da FIFA, atrás de Zinedine Zidane — deixasse a sua marca no jogo.
Há um certo ar de inevitabilidade quando se vê Henry, com as meias acima do joelho, a sua imagem de marca, a preparar um livre a 25 jardas.
Jens Lehmann, que viria a ser seu companheiro de equipa, nada pôde fazer senão ver a bola passar por cima da barreira — com Koller incluído — e aninhar-se no fundo das redes.
“A mais bonita da minha coleção”
Mais de 25 anos depois, Koller sorri ao recordar os duelos com o Rei durante a sua carreira.
“Joguei contra ele muitas vezes, era sempre difícil... e ele marcava sempre!”, disse Koller, recordando o jogo contra o Arsenal.
“Henry era uma lenda do futebol do meu tempo. Fiquei muito feliz quando trocámos camisolas, porque éramos dois avançados, e normalmente é difícil fazê-lo no fim do jogo.
“Lembro-me de estar ao lado dele junto à bandeirola de canto quando soou o apito final. Pedi-lhe logo para trocarmos de camisola.”
Para Koller – ainda o melhor marcador de sempre da Chéquia – foi o resultado perfeito. Conquistou três pontos e a camisola de outro avançado no auge da sua forma.
“Como ganhámos o jogo, ele estava um pouco triste, por isso fico feliz por ele ter aceitado trocar de camisola. Para mim, esta camisola é a mais bonita da minha coleção.”
Henry acabaria por marcar sete golos na Liga dos Campeões nessa época, incluindo um hat-trick no l'Olimpico frente à Roma.
O Arsenal venceu a Taça de Inglaterra mais tarde nessa temporada, com Henry a assinar uma exibição que lhe valeu o título de melhor em campo. Estavam lançadas as bases para a campanha dos “Invencíveis” na época seguinte.

Esta camisola em si? Icónica. O emblema da Liga dos Campeões na manga. O corte clássico. O nome e a numeração à antiga.
Mas, se juntarmos a isso o facto de ter sido usada pelo melhor jogador de sempre do Arsenal no auge da sua carreira, temos um verdadeiro clássico de colecionador.
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